Inspirador




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Frases do dia




"Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão"

Eça de Queiroz (foto)
























E ainda...

"Sinto sincero respeito por todos que dedicam suas vidas à sua arte (...). Mas prefiro aqueles que dedicam sua arte à vida"
 
Augusto Boal,  criador do Teatro do Oprimido
 



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O menino e seu cão
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Não tenho Instagram!
Aviso. Repito. Não tenho Instagram! O que existe por aí é falso, a pessoa se passa por mim, busca fotos em meu site, neste blog, e posta como se fosse eu, com o texto que bem entende. Também não tenho Twitter. Dos serviços do Facebook só possuo uma Fan Page acessível através deste blog (clique no F ao lado). Meu site é só este, contendo este blog.  Leio e tomo conhecimento de todos os email e posts que chegam aqui, assim como na FP. Não frequento nem me interesso por outras páginas que tratem de mim, sei que existem porque vcs me avisam. Nunca entrei no Facebook de ninguém, nem sei como funciona.
Convido as outras Maitês a se juntarem a esta, tem lugar pra todo mundo na FP que criei. E pertinho é mais gostoso. Venham!



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Com Mandela
Em 1994 fui convidada a atuar numa minissérie em Moçambique a fim de "ensinar" o povo a votar.  Eram as primeiras eleições pluripartidárias do país que havia sido colonizado por portugueses, e em seguida, dominado por uma junta comunista. Agora estava livre, mas as pessoas não sabiam como proceder dentro de um regime democrático. Como eu era conhecida e respeitada ali, por conta, principalmente, de Dona Beija, a televisão estatal achou por bem criar uma série com foco educativo, centrada no personagem que eu interpretaria para esclarecer as coisas. Durante o mês de filmagens fiquei hospedada na embaixada do Brasil e era convidada pra muitos eventos prestigiosos na capital, Maputo.  Esta foto, que foi tirada durante uma apresentação folclórica de música e dança, contou com a presença do presidente Joaquim Chissano, e com o imenso Nelson Mandela.  Estamos todos no palco para onde fomos chamados após a encenação.  Eu me lembro bem do momento em que Mandela adentrou a sala de espetáculo.  Já me encontrava sentada, a plateia estava lotada, e de repente algo mudou. Algo muito significativo mudou sem que nada de fato ocorresse, a não ser o ingresso de Nelson Mandela na mesma sala em que todos esperávamos pelo espetáculo a ser encenado. O ar da sala se alterou e eu me virei de costas para entender o que acontecia. Madiba entrava sem pompas, ladeado por dois ou três assessores educados, tranquilo e faceiro, sorrindo e dando a mão a quem pedia. Não era nada e era tudo. Toda a dimensão do local mudou, se aqueceu e dignificou. Isso não aconteceu dentro de minha cabeça por conta da admiração que eu sentia, não!, isso aconteceu de fato.  E todos que estávamos lá sentimos. A presença daquele príncipe da magnanimidade,  contaminou a todos com um nãoseioque superior. Tudo melhorou, as máscaras caíram, os egos desinflamaram, o ambiente adquiriu sua dimensão exata, a luz se apagou, a cena abriu, e o momento presente se instalou, perfeito!
Choro a morte de Nelson Mandela.  Celebro a eternidade do legado de Madiba!






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Veja Rio



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Brasília tem cheiro de folha
Enterrei na cabeça um chapéu com a circunferência de um guarda-chuva, saí andando pelas ruas.  Por ser domingo em Brasília, o Parque da Cidade estava cheio, e eu escolhia os caminhos de que os outros não gostam, por terem mato, desníveis, grama, e por não serem caminhos de fato.  Andava veloz e tranquila sem ser importunada pelos passantes e suas onipresentes máquinas fotográficas - como atormentam os celulares modernos com suas câmeras intrusas, que saudade eu sinto daquele pedido de autógrafo ingênuo, que vinha acompanhado, apenas, de um olhar embevecido, hj ninguém olha, ou melhor, olha, duas, três vezes  - nunca ficam satisfeitos no primeiro click! - mas só através do monstrengo.  Nas ruas e por toda parte, os brasilienses falam mais baixo que em outros estados.  De maneira geral são mais educados.  Imaginei,  durante esses poucos dias na cidade, que sendo originários de outros cantos, ao chegarem ali numa época pre-globalizada em que as distinções entre regiões eram mais marcantes, as pessoas se acautelavam pra não chamar atenção sobre suas particularidades, e, nessa toada, foram formando uma sociedade mais discreta e respeitosa com a multiplicidade que a compõe. Brasília tem cheiro de folha, quando cai a primeira chuva tudo que parece morto, esverdeia, e exala perfume de flor, folha, grama, mato, tronco.  A gente olha em volta e a visão passeia à vontade, e qdo cansa, a vista se põe no horizonte que está sempre à mostra embaixo do céu comprido e largo, como o mar, que por ali não há e nem precisa.
Depois da caminhada de umas duas horas, retornei ao Spa do dia anterior pra fazer uma massagem idêntica à do dia anterior.  Escolhi tb o mesmo massagista, porque sou fiel, entrego meu corpo a um só homem, e este rapaz era de um talento que tracei planos para contrair núpcias com a criatura: finamente um homem perfeito!  Dali estive no Clube de Golfe para almoçar com uma espécie de mãe postiça, herança de minha mãe real, uma figura adorável, inteligente, amorosa, que sempre me faz sentir como se eu tivesse mesmo uma família.   Por isso, sempre que visito a cidade fico na casa que ela divide com a companheira de uma vida, desde que ambas se aposentaram e escolheram Brasília como pouso. H. e M. viviam na Holanda, e eu até morei com elas na Haia, qdo passei pelo país aos vinte anos junto com R., o namorado, que ainda hj é grande amigo (uma memória puxa a outra, foram tantas as histórias recontadas essas dias...).  Depois do almoço segui para a última sessão, em 2013, de minha peça teatral.  O público parecia ensaiado, batia palmas em cena aberta, gargalhava, chorava, se envolvia em grande estilo, como se para celebrar conosco o ano de trabalho, e coroar o Asas com os mais portentosos louros.  Foi muito bom encerrar temporada na capital do Brasil.  Ano que vem tem mais!
Acordei de manhã com H. sentada na beira de minha cama, me passando a mão na testa, eu, sem saber onde estava, já que sonhava detalhadamente com uns tios de Poços de Caldas que não via desde meus 10 de idade. No sonho me vieram seus nomes, um tal de Togo, uma Cristina, Marcia, outros, e as férias que passei por lá em família, a praça da cidade, o coreto do centro, minha mãe, meu pai, os primos, toda uma gente que o tempo apagou ou diluiu.  Ainda bem que eu tenho uma mãe postiça em Brasília, contadora de histórias, pra onde os causos desaguam e ressuscitam toda a gente, que na verdade só está descansando e esperando pra ser 'contada'.


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Intimamente....
Equipe do Asas comemorando último espetáculo do ano (tb estou ali, atrás da câmera)




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E ainda...
DESILUSÃO//Achei ter encontrado/ O grande humor da minha vida/
Porém, tudo não passou de um/ Delicioso ataque de riso.
Maria Josilene A. da Silva

Mar//Eu sou o mar!/Navegam-me os sonhos,/povoam-me os monstros.
Meus tesouros?/ Nem conto!
Maria Luiza Alves da Silva

Do livro TOC 140
Ed Carpediem



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Asas bombando em Brasília
Brasília bilheteria do Asas esgotada. Enquanto resolvo se faremos sessões extra, sigo lendo meu livrinho que está bom demais: Toda vida pela frente, de Emile Ajar


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