Longe de casa

Estou retirada, fora do Rio, sem internet e com telefone desligado - só no balanço da rede e no canto dos passarinhos... Querem saber onde? Não conto!
Este post segue por vias misteriosas :-)
Bom finde prolongado para todos/as. Até já.


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Graça

Fazer novela é uma beleza, oferecer entretenimento de qualidade pra todo um país! Mas... coloca a gente na boca do sapo. Pedem q se fale sobre os índios do Xingu, os cultos evangélicos, o desempenho da Dilma, o sexo das baratas. Se não tem opinião a criatura é fútil, se emite um pensamento está sujeita a ser mal interpretada. Se correr o bicho pega... E nesse caminho de espinhos só quem pode usar de humor são os humoristas já q deles é o que se espera. Para o restante das figuras públicas todo cuidado é pouco ao se usar do riso para tratar um assunto; a gente anda tão tensa que não sabe, ou não quer, detectar a graça das coisas. É triste. Tenho um ar de moça séria, faço um personagem dramático, e devem imaginar que sou feita de matéria sisuda. Mas dentro dessa, há outra, a palhaça, a boba da corte, uma criança. A ela devo tudo. Com a história que me deram, se não fosse por esta outra a me carregar pela mão, não teria jamais chegado até aqui. Não posso abandoná-la porque alguns não sabem rir. Que atirem pedras. Meu escudo é a alegria!
Para todos q a semana seja cheia de graça!


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Rita Lee pergunta em seu twitter porque Stela ainda não traçou o Arturzinho. E eu respondo.

Querida Rita, Stela e Arturzinho são irmãos! Não de sangue, mas, da mesma forma que Gemma e Totó, foi Stela quem criou Arturzinho. Stela aliás é a filha, que, Gemma - mto fogosa na época - teve com Dr Eugênio enquanto Antero que a amava de paixão era preterido. Eugênio a obrigou a se ver livre do bebê e entregar Stelinha pra evitar escândalo com Bete. Quando esta ameaçou contar tudo pra patroa, Eugênio enviou-a de volta pra Itália levando um Totó recém nascido como prêmio de consolação. Gema nunca teve notícias de sua filha Stela que foi criada por uma família, em que, posteriormente, nasceu Arturzinho. Os pais morreram cedo e Stela foi obrigada a sustentar o "irmão", prostituindo-se. Quando os irmãos reingressaram na família Gouveia foi de caso pensado; Stela casou-se com Saulo com o objetivo de destruir-lhe a vida, por conta do ódio que sempre sentiu do pai que nunca a reconheceu. De propósito Stela criou mal os próprios filhos e ainda vai arrancar todo o dinheiro de Saulo auxiliada por seu irmão e cupincha. De quebra ela tem uns casinhos na rua, porque, ora... ninguém é de ferro!

Mas não conte pra ninguém porque o Silvio de Abreu ainda não sabe de nada disso...


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Verdade e reencantamento

Acabo de ler O Globo de domingo. Dois posicionamentos me prenderam a atenção, um de Ariane Mnouchkine e outro do nosso Caetano. Mnouchkine pra quem a desconhece é fundadora e diretora do Théatre du Soleil em Paris, de onde há décadas faz brotar, com sua trupe, uma das dramaturgias mais inovadoras do teatro contemporâneo. Na entrevista de hj afirma não ter vontade de fazer denúncia porque não é disso q o mundo precisa agora, "...sinto a necessidade de espetáculos de reencantamento. Necessidade de pessoas que reafirmem que as palavras 'amor', 'amizade', 'igualdade' não são conceitos transformados em poeira. Estou farta de deboches. Temos necessidade de lembrar que a ação positiva tb existe." Vinda de quem vem, eis uma idéia ensolarada.
E Caetano, num longo artigo, discorda da estratégia de marketing do Serra. Diz que este, ao tentar parecer o que não é vai perdendo terreno por se perder de si. Que Serra busca, às vezes de forma desagradável, desmentir a fama de sério, de acadêmico. Sua origem de homem simples poderia ser relembrada, para mostrar, com faz Marina, "que vir da pobreza não resulta sempre num mesmo estereótipo", mas q não deveria se esforçar para se parecer com Lula no que este tem de grosso, já que o grosseiro do Lula constitui seu grande charme, a sua autenticidade. Caetano ainda aplaude o eleitor, "que o Brasil aprove um presidente de origem humilde e pouco letrado é prova de que queremos mover-nos socialmente e de que não somos dominados por preconceitos linguísticos." Mas o artigo não toma o partido de Serra ou Dilma, Caê gosta é da Marina, digna, reta, verdadeira, e o que encantou a mim não foram os momentos de luz que o baiano oferece, gostei mesmo foi da explicação para estar sempre se metendo com temas que parecem não lhe dizer respeito. É que "gosto de entrar nos assuntos que fazem a conversa da cidade. Sempre suponho que algo de minhas percepções pode produzir sutis diferenças. Gosto de pertencer - e meu pertencimento ao Brasil é algo de grande importância para mim." Pronto Caetano, tá explicado, adorei! Não é nacionalismo, segue dizendo - sempre se sentiu um estrangeiro - apenas, o que mais lhe move nesta vida talvez seja "um compromisso com fazer o Brazil modificar-se profundamente para tornar-se ele mesmo". Viva!
Ariane e Caetano interferem porque não conseguiriam fazer diferente, ambos carregam, em sua necessidade de pertencimento, o desejo de transformar. Mnouchkine propõe o reencantamento pela ação positiva. Caetano propõe que toda a diferença seja escancarada para que se chegue na verdade das coisas, do homem público, na verdade do nosso Brasil!
Fecha o pano.


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Como convém

Depois de todos esses anos de exposição pública ainda fico surpresa em perceber como as pessoas depreendem dos fatos aquilo q lhes convém, que permite discordar ou combater, ou que pareça reforçar o que já pensam. O contexto em que a coisa aconteceu ou foi dita, se há duplo sentido, se é uma frase de humor, nada importa, contanto que, destacado do conjunto ou torcido, possa servir para sanar algum perrengue pessoal do leitor/ouvinte.
Não entendo porque dar uma entrevista se for para repetir o q todos já sabem. O comentário público tem q prestar algum serviço, mexer minimamente, incomodar ou jogar uma luz distinta sobre algum assunto. Mesmo com essa intenção, alguns repórteres torcem o que é falado e publicam de forma a ficar banal porque não acreditam na capacidade de seu público para compreender o q foi formulado pelo entrevistado. Pois a mim não importa, falo o que penso da forma que acho bom, prefiro aceitar que a maioria do público - no íntimo - compreende plenamente, e que quem distorce, tb compreendeu, apenas teve alguma necessidade mal resolvida de fingir que percebeu outra coisa.
Muitos elogiaram a matéria do Estadão, outros detestaram por patrulhagem política, ou por entenderem que estive fazendo a apologia do machismo e da discriminação à mulher (não leram o parágrafo que antecedeu a frase de humor)- imaginem, logo eu! Houve tb quem agredisse usando minha história familiar, " como é que uma pessoa cujo pai matou a mãe, vítima da discriminação contra a mulher, pode falar uma besteira dessas?" Pra você ver rapaz, há quem coloque no lugar da dor, a compreensão profunda das coisas da vida, a tal ponto, que onde haveria a mágoa se pode olhar com graça e leveza.


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Estadão

Pessoas queridas, Stela vem me consumindo os dias, as horas. E ainda há outras cositas da vida que ocupam muito. Deixo-os com a matéria que saiu ontem na coluna de Sonia Racy, a melhor dos últimos tempos. Há quem não tenha gostado da referência que faço à Dilma, e do humor negro com relação ao machismo no país. Acrescento aqui que votei no Lula e reafirmo que não votarei nessa senhora. A opinião das pessoas não sai no jornal, a minha sai, mas não é preciso concordar com ela, respeitem apenas!
Clique aqui para ler a entrevista


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A arte imita a vida ou é o contrário?

Minha personagem em Passione andava pela casa choraminguenta e armando tramóias odiosas para separar Lorena, sua filha, de Agnelo, seu ex-amante. Pois esta semana gravo uma cena em que Stela sai novamente à rua para caçar garotões. E sabem quem a produção escalou para o papel? Justamente o namorado, na vida real, de Tammy di Calafiori, a atriz que interpreta minha filha na novela!
Esquizofrenia artística ou ato falho?
Boa semana para todos!


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Beleza/Bem estar

Queridos/as, para tantos que pedem dicas, detalhes, orientação sobre essas questões, agradeço que me considerem apta a sugerir caminhos. Cada um sabe de si e do que o faz feliz. Pra se ter beleza é preciso de saúde e não há saúde sem alegria. Portanto recomendo q não sigam fórmulas aborrecidas q produzam tristeza, não levam a canto algum, pelo menos,não a longo prazo.
Discorro sobre outros detalhezinhos nas duas revistas abaixo especializadas no assunto :
Clique na Capa e veja a matéria.


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Vejam os vídeos q serão exibidos no cinema - do Giane, da Mari e o meu - gravados para a campanha da Arezzo.






Bjo


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Outro anjo!

Minha filha largou o notebook com todo material de dois anos de faculdade de direito dentro de um taxi. Vendo-a em desespero pela perda, tentei consolá-la:
-Maria, não é provável, mas não sofra, tvz a pessoa devolva...
-Como?! Se me pegou num shopping e deixou na cidade? Não sabe onde moro!
Dia seguinte de manhã ela recebe uma mensagem pelo blackberry:
-Desculpe, abri seu computador para descobrir uma forma de restituir o cp que esqueceu ontem no meu taxi. Gostaria de devolvê-lo. Meu tel é ...
Hoje Rafael (vejam só, um anjo, assim como o filho de minha querida Cissa) veio a nossa porta trazer o notebook de Maria. Depois dos abraços e da conversa, entregamos um envelope com um bilhete de agradecimento e um vale recheado :-) de uma loja aonde poderia adquirir valores pra si mesmo, ou para alguém de sua família. Não quis aceitar a recompensa, eu insisti:
-Ah... compra umas coisas, uma camisa bonita, e sai contando que foram a Maria e a Maitê Proença que te deram.
Rafael foi embora rindo, todo contente. E nós mais ainda, tem gente boa e correta por aí!


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